Acrílica sobre tela. Dezembro de 1998
Acrílica sobre tela. Junho de 1999
Acrílica sobre tela. Não datado
Acrílica sobre tela. Dezembro de 1998
Acrílica sobre tela. Junho de 1999
Acrílica sobre tela. Não datado
“Aqui jaz um lutador. Em tudo que fez, sempre botou amor. Quando fez amor, sempre botou tudo”
– Hélio José Mannato
“O primeiro ser vivo que pisou sobre a Terra…”
Foi assim que Vovô Mannato anunciou qual seria sua próxima escultura. Seria chamado de Penissauro. O ano era 1993, eu tinha pouco mais de 7 anos de idade, e estávamos no camping do Putiri, provavelmente em um dos muitos fins de semana que passávamos lá. Lembro da escolha da madeira, um bloco de cedro de aproximadamente 10 x 10 x 40 cm e de quando ele me pediu que desenhasse uma pata de dinossauro pra usar de modelo.
Passei as férias de julho no camping, vendo dia após dia a criatura ganhar forma nas mãos do Vô. Passávamos horas ali sentados. Ele, de luva e estilete em mãos desbastando a madeira e eu apenas assistindo e ouvindo as suas histórias. No fim das férias algumas formas já eram identificáveis, como as patas e a cauda. Mas a parte principal ele deixaria pro final. “Preciso conferir com mais calma o modelo”, ele dizia.
As férias acabaram e não pude mais acompanhar tão de perto o processo de criação. Vovô vivia fazendo suspense sobre a obra e eu estava ansioso pra ver o resultado final. A obra começou a ficar famosa e a chamar a atenção das pessoas. Inclusive tive que trapacear num sorteio pra garantir a posse daquela que seria a obra-prima do velho Mannato (ou pelo menos uma de suas obras mais famosas!).
17 de novembro de 1993 caiu numa quarta-feira. Não sei se foi exatamente nesse o dia em que eu finalmente ganhei o Penissauro de presente, mas é a data pirografada nele. Lembro da família reunida no antigo apartamento na Praia do Canto, edifício Itamarati, e do Vô me entregando a peça, apontando inclusive para o meio das pernas do bicho: “É macho, olha!”.
– Por Bruno Mananto Angius